Certo dia ao levantar, andar até o espelho e ver um novo rosto, um novo alguém...
Reconhecer a imagem à frente, olhando com outros olhos, olhos de quem o vê...
Pra piorar tudo, enxergar coisas que antes pareciam escondidas no fundo da alma...
Uma sensação estranha ao corpo passa atravessando-o da cabeça aos pés...
Elimina a esperança, a confiança e até mesmo o raciocinio...
Leva tudo que é capaz de ajudar, de levantar...
Decepção, dor, sofrimento, vazio, angustia...
Correm como veneno dentro das veias frágeis...
Devora o ser e esmaga todo o resto...
A solidão o cerca...
Dormencia...
Nada mais resta...
Crônica em Sol Sustenido
Há 13 anos
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