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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mais um dia...

Acordo cedo. Sem aula na faculdade hoje... Aliás, tem uma prova, mas não vou fazê-la. Pego as chaves do carro, e saio por aí, dirigindo à toa, sem direção, procurando por uma vida, onde eu seja o protagonista, e não o coadjuvante.


Dirijo rápido, mas com cuidado, depois de tudo...


Absorto em pensamentos, escutando uma boa música, até chegar em Boa Viagem. Que ventos que me trazem pra cá?


Estaciono o carro, e saio andando pela praia. A onda me atinge, e sinto ela levar embora a areia embaixo dos pés. Uma onda, que vai e volta...


Sinto a brisa refrescante bater no meu rosto, e a água nos meus pés. Prazer. É o que sinto. Sento no banco, e observo o vai-e-vem das pessoas. Conta-se nos dedos as que passam sorrindo... “Que mundo triste”, é o que penso...


Volto então para casa, para o tedioso lar doce lar, onde eu sou obrigado a me lembrar dos problemas, onde nenhum vento é capaz de me refrescar, onde não encontro ninguém para cantar-me uma canção...


Mas depois de toda essa jornada, a minha vida ainda está por aí, e eu hei de encontrá-la... Um dia... No que, ao acordar, parecerá apenas mais um dia...

Futuro

Eu queria poder
Ir até a praia
Num dia de sol
Ou mesmo nublado
Sentar numa pedra
E esperar
Somente esperar
Deixar o tempo passar

Deixar o tempo passar
Pra poder espiar
Os pequenos detalhes
Da vida futura
Detalhes da minha vida
Minha vida futura
Só para fortalecer
A certeza que já tenho
De que estou fazendo o certo
O certo para minha vida
E da minha vida para os outros

domingo, 24 de maio de 2009

A bar called Life

“What do you want sir?”

A long, warm hug, please

“You can’t have this, sir

You must deserve it first...”


“What will be then, sir?”

How about a glass of love, friend?

“You have to accumulate

A thousand points for this, sir...”


“So, choose well, my friend...”

Ok then, give me a bottle of care.

“I’m terribly sorry sir,

But you can’t have this either.”


What the fuck can I have in this shit?

“Nothing... my lord, cause...


In this bar called Life

You can’t have anything.

Unless you deserve it...

And you don’t... sir...


In this shit bar called Life,

You won’t have anything

Beacause you don’t deserve..

You’re more shit than this bar


Look at you, my lord....

What have you done so far?

Stayed home, watching the rain fall?

You’ve just grown older... and colder...


What have you gained, sir?

Nothing, as I can see...

Trought the window of your bedroom

Life moved on... And you stayed behind...


Beacause of this, sir,

In this bar called Life,

You can’t have a hug, or love, or care...

You don’t deserve to be here


Get out...”


Tradução


Um bar chamado Vida


“O que você quer, senhor?”.

Um abraço longo e quente, por favor.

“Você não pode ter isso, senhor

Você precisa merecer primeiro...”


“O que vai ser então, senhor?”

Que tal um copo de amor, amigo?

“Você tem que acumular

mil pontos pra isso, senhor.


“Então, escolha bem, meu amigo”

Okay então, me dê uma garrafa de carinho

“Eu sinto muito, senhor

Mas você não pode ter isso também...”


E que merda eu posso ter nessa porcaria?

“Nada, meu senhor, pois...


Nesse bar chamado Vida,

Você não pode ter nada

A não ser que mereça...

E você não merece, senhor...


Nessa merda de bar chamado Vida,

Você não terá nada

Pois você não merece.

Você é mais merda do que esse bar...


Olhe pra você, meu senhor...

O que você fez até agora?

Ficou em casa, olhando a chuva?

Você só ficou mais velho... Mais frio...


O que você ganhou?

Nada, dá pra ver...

Pela janela do seu quarto

A vida seguiu em frente, e você ficou pra trás...


Por causa disso,

Nesse bar chamado vida

Você não terá um abraço, ou amor, ou carinho

Você não merece estar aqui...


Caia fora...”


Ps: Foi mal pelo post gigantesco... escrevi isso aí em inglês, mas tinha q postar a tradução né...

Pps: Interessante como é melhor pensar em inglês do q em português... :P

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Baseado (em fatos reais)... - Cap 01

Era uma vez, num lugar não muito distante, um garoto. Nascido em berço de ouro, sempre foi tratado pelos seus familiares como um príncipe, que cresceria para se transformar em um Rei. “Ah! Vai herdar o legado do pai!”, diziam. Mas a garoto, extrovertido e feliz na infância, foi ficando mais tímido, devido ao peso de “Herdeiro do Legado” nas costas... Com a timidez, ficou isolado, sem amigos, solitário...


Encostado num canto, com o rosto entre os joelhos, o menino chorava, esperando que alguém aparecesse, e lhe estendesse a mão. Mas ninguém apareceu, e a solidão tomou conta da sua vida. Inconscientemente, o garoto foi construindo um muro ao redor de si. Inicialmente, apenas uma parede, mas que com o tempo, foi ganhando altura, e espessura. Passou a ser apenas um muro, depois uma muralha, e enfim, uma Fortaleza Impenetrável.


Até que um dia, outro garoto apareceu, do lado de fora da Fortaleza. Curioso, bateu no portão de aço escuro e gritou:

- Posso entrar? - O construtor da muralha ficou confuso e sem saber o que fazer diante dessa pergunta.

- Ora, que criatura é essa que ousa me importunar nos meus domínios? - perguntou o garoto da Fortaleza.

- Me chamo Roberto Cipreste, e gostaria de entrar nessa Fortaleza. Tu és o dono dela? Como se chamas?

- Chamo-me Don Ricardo, e não sou apenas o dono, como também o construtor e único morador. A entrada de estranhos é terminantemente proibida.

- Único morador? Então deve ser extremamente solitário aí dentro, não? Deixe-me fazer companhia...


Mais confuso do que nunca, Don Ricardo, olhou por uma pequena abertura a fim de ver quem era esse ser tão curioso. Viu nada mais do que um garoto comum, mas de um carisma imenso. Gostou de imediato desse tal Roberto Cipreste, e perguntou:

- Se eu permitir sua entrada, o que ganho com isso?

- Ora, ganhas minha companhia, e isso não é pouca coisa diante dessa solidão que te dominas...

- Solidão? Quem disse que estou solitário?

- Você está sozinho, nessa imensa Fortaleza, como não poderias sentir-se solitário?

- Ok, você venceu. Estou solitário sim, mas isso não me incomoda. – Mentiu Don Ricardo.

- Duvido muito, pois ninguém agüenta passar muito tempo sozinho. Deixe-me entrar, e verás que estou certo.

- Refletirei sobre seu caso...


Com uma dúvida imensa no peito, Don Ricardo pensou silenciosamente. Já o outro garoto esperou pacientemente, mas não em silêncio. Contou detalhes da sua vida: sua família, seu passado, suas agonias, seus desejos, seus sonhos... E com isso, ia cada vez mais conquistando o coração amargo de Don Ricardo, conquistando sua admiração, e a vontade de estar junto desse carismático garoto...


Após um longo tempo, quando Roberto estava quase desistindo, um rangido alto fez-se ouvir, e os portões de aço começaram a se abrir, lentamente. O garoto então finalmente entrou na Fortaleza, e assim que os portões se fecharam atrás dele, uma grande rachadura apareceu, mas a Fortaleza Antes Inpenetrável ainda manteve-se de pé, e assim está até hoje...


Continua no próximo capitulo! ;)

quarta-feira, 18 de março de 2009

O dia em que um gol valeu mais que uma vida

Último minuto de jogo. Placar de 1x0 para os donos da casa. Os visitantes vão ao ataque. O atacante está cara a cara com o goleiro, pode de ser o gol do empate. Vai marcar... PEI! Ouve-se um disparo vindo da torcida local. O atacante é atingido na cabeça e cai morto no momento em que poderia empatar a partida.

Esta história é verídica e aconteu esta semana no Iraque. O jogador do time amador Buhairat foi morto por um tocedor do time adversário, o Sinjar.

Fiquei indignado com esta notícia, não só como ser humano, mas como um amante do futebol e frequentador assíduo dos estádios, que teme pelos absurdos que possam vir a ocorrer. O futebol, como qualquer esporte, envolve alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. E isso deve ser encarado naturalmente.

O gol é o momento mais importante do futebol. É na hora do gol que as emoções vêm à tona. É na hora do gol que deixamos escorrer as nossas lágrimas, tanto de alegria pelo gol marcado, quanto de tristeza pelo gol sofrido. Mas desta vez o choro foi pela dor da perda, não pela perda do gol, mas pela perda de uma vida, pela perda do valor da vida, pela perda do brilho do esporte.

O tiro do torcedor iraquiano pode ter significado a vitória, sem nenhum brilho, do seu time. Mas significou, principalmente, a derrota do esporte, a derrota da paz. Aquele tiro dado no Iraque não atingiu apenas o jogador do Buhairat. Atingiu, também o coração dos verdadeiros amantes da beleza do esporte. Atingiu o coração de toda pessoa de bem, que viu uma vez mais, a vida ser tratada de uma forma tão banal. Será que uma vida pode valer menos que um gol?

O que nos resta agora é torcer para que episódios lamentáveis como este não se repitam. E que consigamos ter mais paz no esporte e, principalmente, na vida.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Jeito de viver

Um dia, no meu quarto

Depois de uma semana

Que passou lentamente

Levando toda a esperança


Eu quero viver

Deixem-me viver

Chega dessas drogas

Só quero viver


Já cansei de esperar

Quero sair daqui já

Andar pelas ruas

Eu quero de novo ver o mar


Eu quero viver

Deixem-me viver

Desliguem essa máquina

Só quero viver


Assim está melhor

Deixei o meu quarto

Deixei a minha cama

Deixei o meu corpo


Consigo viver

Consigo voar

Cruzei a cidade

Voei sobre o mar.