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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mais um dia...

Acordo cedo. Sem aula na faculdade hoje... Aliás, tem uma prova, mas não vou fazê-la. Pego as chaves do carro, e saio por aí, dirigindo à toa, sem direção, procurando por uma vida, onde eu seja o protagonista, e não o coadjuvante.


Dirijo rápido, mas com cuidado, depois de tudo...


Absorto em pensamentos, escutando uma boa música, até chegar em Boa Viagem. Que ventos que me trazem pra cá?


Estaciono o carro, e saio andando pela praia. A onda me atinge, e sinto ela levar embora a areia embaixo dos pés. Uma onda, que vai e volta...


Sinto a brisa refrescante bater no meu rosto, e a água nos meus pés. Prazer. É o que sinto. Sento no banco, e observo o vai-e-vem das pessoas. Conta-se nos dedos as que passam sorrindo... “Que mundo triste”, é o que penso...


Volto então para casa, para o tedioso lar doce lar, onde eu sou obrigado a me lembrar dos problemas, onde nenhum vento é capaz de me refrescar, onde não encontro ninguém para cantar-me uma canção...


Mas depois de toda essa jornada, a minha vida ainda está por aí, e eu hei de encontrá-la... Um dia... No que, ao acordar, parecerá apenas mais um dia...

Futuro

Eu queria poder
Ir até a praia
Num dia de sol
Ou mesmo nublado
Sentar numa pedra
E esperar
Somente esperar
Deixar o tempo passar

Deixar o tempo passar
Pra poder espiar
Os pequenos detalhes
Da vida futura
Detalhes da minha vida
Minha vida futura
Só para fortalecer
A certeza que já tenho
De que estou fazendo o certo
O certo para minha vida
E da minha vida para os outros

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Espera

Ao nascer do sol, me levantei e fui até o terraço. Assisti aos raios de luz tocando a terra, as arvores e a água. Respirei fundo, sentindo o cheiro frio do amanhecer. Fui até o banheiro e lavei o rosto, encarei o espelho e vi um homem, sua expressão era vazia, como se lhe faltasse algo.

Voltei ao terraço e saí para andar pela propriedade. Lembrando em cada canto, lembranças de uma vida que nem parecia ter sido minha, como se eu visse um filme de outra vida, de outra pessoa. Continuei andando até chegar numa arvore solitária em cima de um pequeno morro, que me oferecia sombra em troca de minha companhia. Sentei em seu pé e encostei-me em seu tronco, com a casca ainda fria da madrugada solitária.

Fechei os olhos e deixei o tempo passar. O vento batia em mim, alisando meu rosto, aliviando minha dor, me fazendo resistir à espera, a espera pela peça que talvez me completasse. À sombra da arvore, esperei todo o dia, esperei o meu amor, que me abraçaria e me completaria, fazendo daquelas lembranças, uma verdade.

Quem será o meu amor? Onde ela se esconde?